Dívida pública estadual do RS, essa desconhecida

Governos teimam em fazer déficits absurdos. Quando a conta lhes chega, eles a entregam ao povo. Alguns refugiam-se no calote.

Alice Rivlin – Ex-vice-presidente do Federal Reserve.

 

Um dos assuntos menos entendidos pela população é a dívida pública e o acordo geral de renegociação assinado com a União em  1998, até porque quem devia e podia esclarecê-lo tenta torná-lo mais obscuro.

Na realidade, o que houve durante décadas foram déficits altos e sucessivos,  que foram repassados à sociedade. E, mesmo assim, muitos defendem o não pagamento, simplesmente, confirmando o que diz a frase em epígrafe.

Sobre esse acordo ouvem-se as mais variadas afirmações, a  maioria fruto de desinformações,  que são inverídicas  ou meias-verdades, como as descritas nos itens de 1 a 10, a seguir.

 

A – O QUE É DITO

 

  • O acordo era desnecessário ou que melhor seria se ele não tivesse existido;
  • Que a União não pode cobrar juros dos estados ou que está se locupletando com eles;
  • Que o Estado do RS fez o pior dos acordos, comparado com os demais estados;
  • Que à época do acordo o Estado devia R$ 9 bilhões e que esse valor passou para mais de 60 bilhões, mesmo com os pagamentos efetuados durante 19 anos; Que a dívida já foi paga;
  • Que no período do governador Britto, que fez o acordo, foi quando a dívida mais cresceu;
  • Que o serviço da dívida cresceu muito após o acordo que antes ele nunca tinha ultrapassado 6% da RCL;
  • Que a Tabela Price é inadequada, que gera juros sobre juros e que as taxas cobradas são maiores do que o crescimento real da receita;
  • Que a renegociação de 2016 foi prejudicial ao Estado;
  • Que o Regime de Recuperação Fiscal é também prejudicial ao Estado;
  • Que a dívida é o maior problema do Estado.

Para ler as respostas a esses itens, clique aqui. Capítulo 5_Dívida

Adicione um comentário